| Tony W. Ramos, apresentando o PRECE |
A história do PRECE (Programa de Educação em
Células Cooperativas- http://www.prece.ufc.br/) é extramamente impactante, pois ela retrata a caminhada
de estudantes de origem popular, a maioria oriunda do Sertão, que conseguiram
ingressar nas universidades públicas e privadas do estado do Ceará. Só na
Universidade Federal do Ceará já passaram mais de 300 estudantes precistas. Qual o
segredo? Mútua cooperação. Hoje temos
doutores e mestres, muitas conquistas foram alcançadas ao longo dos 17 anos de
atuação, fomos reconhecidos nacional e internacionalmente pelo trabalho
realizado. No entanto, nosso maior legado ultrapassa todos os diplomas
emitidos, medalhas meritosas ou títulos. Nosso maior legado é puder contar uma história
que é capaz de mudar a vida das pessoas, não importa onde elas estejam.
| Estudantes da Escola |
Essa hitória sei “de cor e salteado”. Por isso, enquanto organizávamos o equipamento e alimentávamos nossa expectativa, eu cheguei a pensar assim: mais uma vez a história da casa de fazer farinha, as fotos do juazeiro, a música Coração de estudante. Sim, mais uma vez, talvez pela centésima quinquagésima oitava vez, que é um número bem alto! Abre paréntesis: esse número 158 não sai da minha mente. Seguramente tem um texto “se bulindo”, querendo ser escrito para este número. Fecha paréntesis.
Quando a
apresentação terminou, veio a delícia do diálogo. Os estudantes trouxeram suas
dúvidas e depoimentos e se mostraram felizes com a experiência. Eu também
fiquei. Conversamos com eles, com os professores da escola e com o grupo gestor.
Todos estavam ali para compartilhar caminhadas e lutas quixotescas,
agarrados e motivados por sonhos paradoxalmente individuais e coletivos. Ao sair, alguns olhares nos seguiram, neles
estava escrito: Obrigada por compartilhar suas experiências! Meia dúzia
arriscou-se a nos parabenizar e expressar seus pensamentos. Eu já não tinha
dúvidas: poderia ouvir essa mesma história por mil vezes.
Por Viviane Matos

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